QUEM SOMOS

A Associação Profissional dos Arquitetos fundada em 1959 com a função de coordenar e defender os interesses profissionais dos arquitetos teve sua denominação alterada para Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas do Estado da Bahia – Sinarq-BA, em Assembléia Geral Extraordinária em 05 de março de 1972.

História

A história do Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas do Estado da Bahia (SINARQ-BA) tem como referência o dia 21 de julho de 1959, quando foi fundada a Associação Profissional dos Arquitetos (APA), com a função de coordenar e defender os interesses profissionais da categoria no estado da Bahia. A APA foi o embrião da entidade, que teve sua Carta Sindical assinada em 27 de dezembro de 1971.

A primeira eleição sindical ocorreu em Assembleia Geral Extraordinária no dia 5 de março de 1972. Desde a sua fundação, o Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas do Estado da Bahia (antigo SAEB), teve como principais pautas a defesa do salário mínimo profissional e a organização dos arquitetos em parceria com os sindicatos majoritários, estabelecendo Acordos Coletivos para os profissionais de arquitetura.

Na década de 80, em conjunto com o Clube de Engenharia, o SINARQ-BA foi protagonista na luta pela anistia, pelas liberdades democráticas, na luta pela moradia e pelo fim da ditadura militar. A promoção sobre o debate crítico sobre a cidade, também fazia parte da ação do Sindicato, percorrendo temas que permeavam tanto na qualidade do sistema de transporte, quanto na luta por planejamento urbano participativo.

Ainda no mesmo período, o SINARQ-BA foi uma das entidades fundadoras da Central Única dos Trabalhadores da Bahia (CUT–BA) em conjunto com o Sindicato dos Engenheiros Da Bahia (SENGE-BA), na criação de diversas outras instituições majoritárias, como o Sindicato dos Servidos Públicos do Salvador e o Sindicato dos Trabalhadores em Empresa de Consultoria do Estado da Bahia (SINDPEC). Além disso, o SINARQ-BA, SENGE-BA e o Clube de Engenharia organizaram a primeira eleição direta para um presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) no Brasil. Isso ocasionou na vitória do engenheiro, José Hamilton, sucedido pelo engenheiro agrônomo, Leopoldo Montalverne e, finalmente, com eleição do arquiteto e urbanista, Affonso Baqueiro, que modernizou o CREA–BA e construiu a sua nova sede.

Em vista do protagonismo do Sindicato frente às questões essenciais do momento, em 1988, um de seus ex-presidentes, Zezéu Ribeiro, foi indicado por entidades da Arquitetura, da Engenharia e do movimento popular para ser candidato a prefeito de Salvador. Importante destacar que Zezéu Ribeiro foi presidente do SAEB entre 1982 e 1987 e, depois deste período de grande dedicação e luta a esta instituição, ele foi vereador da cidade de Salvador entre 1993 e 2003 e, posteriormente foi deputado federal pelo estado da Bahia entre 2003 e 2014, momento que assumiu diversos cargos de importância, tanto na esfera nacional quanto na estadual.

Como deputado federal, Zezéu Ribeiro sempre manteve o foco na luta pelo direito a cidades mais justas, acreditando na importância da ação do profissional de arquitetura e urbanismo. Por esta razão, ele foi autor da importantíssima Lei de Assistência para Moradia de Interesse Social (Lei 11.888-2008). Esta Lei, além de vincular a visão social à arquitetura, através de sua ação pelo viés da assistência técnica, amplia a perspectiva de ação deste profissional, mostrando o quanto foi importante a participação de um ex-presidente do SINARQ-BA na ação política para a esfera do poder legislativo.

Nos anos 90, a entidade seguiu com uma forte presença no CREA-BA defendendo e garantindo os direitos da categoria, que, na época, ainda não tinham o seu próprio conselho. Em conjunto com outras entidades, o Sindicato atuou, na mesma década, firmemente em várias ações para resguardar a histórica arquitetônica de Salvador. Um desses projetos foi à preservação da Mansão Wildberger, um antigo casarão do bairro Vitória. A entidade, ao lado do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), conseguiu adiar por alguns anos a demolição do local.

O SINARQ-BA foi protagonista na luta contra o Plano Diretor apresentado pelo prefeito Antônio Imbassahy e, posteriormente, por João Henrique Carneiro. O projeto não respeitava os ritos de participação democrática da sociedade civil e atendia apenas aos interesses do capital especulativo imobiliário. Através de uma ação conjunta com diversas entidades da arquitetura, da engenharia e do movimento popular, onde acionaram o Ministério Público, foi possível suspender a aplicação dos dispositivos contidos nesse Plano Diretor.

Em 2004, foi o ano em que o Sindicato teve uma das maiores conquistas: a aquisição da sede própria localizada no Centro Histórico de Salvador. Na mesma época, a entidade realizou a publicação da sua primeira edição do “Jornal do Sinarq”, um periódico que reunia as principais informações, notícias e atividades da entidade. As edições eram enviadas por todo o estado da Bahia, a fim de atingir o maior número de profissionais possíveis. De 2002 a 2008, ao lado do SENGE-BA, o SINARQ-BA promoveu homenagem aos Arquitetos e Engenheiros na Câmara Municipal de Salvador. O evento, em alusão ao dia do Arquiteto e Engenheiro, na época, realizados na mesma data, promovia o reconhecimento de profissionais de destaque no estado da Bahia. Ao todo, foram 11 homenageados.

É importante destacar que o SINARQ-BA conquistou representação nos Conselhos Estadual e Municipal das Cidades desde a sua origem.

Em meados da década de 2010, o SINARQ-BA fazia parte da secretaria executiva do Fórum “A Cidade Também é Nossa” por duas gestões onde participou ativamente em diversas manifestações de rua pelo direito a cidade. O SINARQ-BA foi, também neste período, assinante da carta contra a devastação do patrimônio, além de se posicionar contra o último PDDU de Salvador. Em 2018, o SINARQ-BA participou do Fórum Social Mundial de Salvador, quando promoveu debates sobre Habitação Social e Fundo de Habitação.

Atualmente, o SINARQ-BA vem se colocando como uma das entidades a defender a permanência da comunidade vivente na ZEIS do Tororó, que luta pelo direito à moradia frente ao um processo de reintegração de posse movido pela Prefeitura de Salvador. Além disso, vem participando do Núcleo Salvador da Rede BR Cidades e, em conjunto com este coletivo, elaborou a Carta Compromisso “Por uma Agenda Urbana Popular para a Cidade de Salvador”, que sinteticamente constituiu-se em 27 propostas destinadas aos candidatos envolvidos nas eleições municipais de 2020. No contexto da pandemia da Covid 19, o SINARQ-BA que, historicamente vem se posicionando a favor de cidades mais equilibradas e igualitárias, aderiu em conjunto com diversas outras entidades, representada pelo Grupo Mobiliza RAU+E, ao “Manifesto e Recomendações Coletivas – Direito à Água e Segurança Sanitária.

Como rotina, o SINARQ-BA vem participando do CAU-BA e das atividades que envolvem a Federação Nacional dos Arquitetos (FNA), além disso, tem desenvolvido projetos pautados na questão de gênero, na formação profissional e no papel do profissional no campo da arte.

Do ponto de vista político, por fim, O SINARQ-BA se posiciona sempre em prol da democracia do País, reforçando o que já tem feito em sua trajetória histórica e, assim, cumprindo seu papel como entidade sindical compromissada com a sociedade.  

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